domingo, 26 de abril de 2009

"Teria sido um movimento...que aí você nao pode mais gostar de mim direito...."
"Basta quase nada"

Da maior importância, amor.

Grava isso, grava isso.
Olha, menino.
Hoje que eu começei a voltar.
Foi por causa de um acidente com cera quente. Nada deixa uma marca à toa.
Por isso não vale a pena dormir.
Por isso vale a pena tentar isso aqui.

Vale a pena ouvir aquele disco. Da música do Jokerman.
Não é o 'nosso' disco. Esse era outro. Mas, é sempre Caetano.

Olha, homem.
Nada nos liga. Nem um número. Quase nem amigos em comum. Nem um lugar. Nem uma foto.
Talvez, a única coisa que nos ligue sejam algumas músicas.
Talvez isso não poderá ser tirado.
Tirei do Caetano, coloquei a outra. Olha, isso nunca vai ser tirado das duas únicas pessoas que viveram uma coisa que ninguém mais viveu. Não daria nada para repetir aquele momento, mas sempre vou quase chorar na introdução dessa porra de música.

Mesmo que as coisas não façam mais sentido, saber que já fizeram um dia, alguma coisa que só aconteceu LÁ, deixa o passado mais interessante.
É da minha personalidade terrível voltar, vez em quando, ao passado. Gosto de ver os ciclos.
Não sou saudosista. Gosto do passado como do presente e como do futuro.
Não vivo só em uma instância.
Pra trás. Pra agora. Pra frente.

O que é mais palpável? A experiência com a existência com a esperança.
Passado-Presente-Futuro.
Olha Dayse...
Você não tem sido boa com a gente.
Você tem sido mesquinha, egoísta, mimada e pouco convidativa.
As vezes acho que ter esse amor próprio todo que você tem, ou será um medo absurdo de ficar sozinha (?), deve ser inclusive interessante.
Sou atriz, Dayse. E sou leonina. Olhe bem essa mistura.
Assim que pronuncio essas duas palavras todos me dizem sobre meu signo e profissão quererem ser o Centro de tudo.
Mas, amiga (de Peixes!), você que cultiva o maior centro solitário desesperador do mundo.
Talvez o que não faça as pessoas ver isso, tão imediatamente, é a sua conveniente discrição, sua qualidade grande.
Mas, olha Dayse...
Você não tem sido boa com a gente.
E eu começo a me desinteressar por você.
Na verdade, eu acho que você não deveria desistir de ser forte, como um dia foi. Acho que você deveria escolher acordar e ver seu álbum de fotos, lembrar das suas roupas de antes, da sua cara de antes, da sua coluna de antes. Se agarrar àquele olhar que não olhava pra baixo e desligava o telefone.
Mas, acho que eu que quero essa pessoa de volta, Dayse.


Mas eu prometo aceitar esse seu caminho, que só pode ser escolha. A gente não é mais errante...
Não vou te admirar, mas vou te entender. De certo modo, vou sim.

Os insanos sempre me amaram

" E os subnormais. Ao longo de todo ensino fundamental, médio, faculdade os rejeitados se uniam a mim. Caras com só um braço, caras com tiques, cara com problemas de fala, caras com uma película branca sobre um dos olhos...". Sim, do Buk.
Me identifico demais. Com todos os subnormais do mundo....
A sensação de ter um braço a menos, ou um a mais, me acompanha.

Atitudes histéricas com danos físicos. Eu sabia que ia dar errado. Usar cera para depilar o buço.
Eu fiz, eu queimei e eu tenho uma queimadura. Bem ali onde mulher não tem bigode.
Passei camomila, ficou laranja.
Passei clara de ovo, não aconteceu nada.
Não passei mais nada e esse é o aprendizado por trás dessa bobagem. Ter paciência.
Deixar a ferida secar.
Esperar dar a casquinha e ver ela crescer como uma planta.
Nunca, jamais, puxar a casca.
Manter a casca, manter. Deixar que ela se solte, naturalmente.
Evitar espelhos.
Evitar as mãos.
Trabalhar com a estranheza. E tentar tirar proveito dessa merda.

Voltei a ser a freak do ensino fundamental. E de sempre

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sem escrever, sem, sem, sem. Quando as palavras vão ficando restritas isso quer dizer o que? Se ainda fizesse terapia perguntaria e provavelmente não iria saber muito mais do que agora já sei. Terapia é assim, percebe? Você vai lá só pra admitir que tem uma questão que você não assumia e aí você mesmo começa a resolvê-la. Mais terapêutico que o próprio profissional que te atende é o fato ir até lá com a questão. Grande sacada, fróide. Pra mim pelo menos é uma sacada porque economizo horrores. Onde estava mesmo? No não colocar para fora, lembrei. Pois é, cada um arranja seu jeito. Eu cada hora arranjo um, mas escrever não tem sido um. Tirando agora. Rá! Me peguei. Que bobinha.
Tem uma coisa engraçada também de blog. Tipo, a gente se julga. Melhor ou pior, mas nos julgamos. Éam....a gente fica aqui escrivinhando das nossas coisas...tipo...e daí? Mas, ao mesmo tempo, poxa, deixa eu dividir essa porra com um alguém também. Tudo pode acontecer. Tudo pode fucking acontecer nessa vida, pessoal. Como é que é mesmo? quando nada está acontecendo....tem a ponta de mistério? Vou achar no Google.

“Tudo, aliás, é a ponta de um mistério, inclusive os fatos. Ou a ausência deles. Duvida? Quando nada acontece há um milagre que não estamos vendo.”

Achei, viu? Guimarães, o cara.
Esses milagres...não duvido não. Mas, sou mais prá otimista. Um deprimido não engole essa de milagre “acontecendo”. O mistério pra ele é o nada que não muda nada e que continua deixando ele no vácuo. Mas, para um otimista esta frase super funciona. Pra um bem humorado também: um amigo que faz algo absurdo, que vc não entende, se transforma poeticamente na ponta de um mistério. Quando alguém der um pití sem explicação, vire para os outros e diga: ok, pessoal, isso foi uma ponta de um mistério.

No mais, ano passado falei mal do mês de janeiro e neste posso dizer que fevereiro é também complicado: carnaval e volta às aulas. São muitas Vãs. E são Vãs na crise, sabe? Hiperlotadas na contra mão com a mãe do menino que nem sonha que o motorista tem a vã como vã fonte de renda extra, que está desesperado porque não teve ninguém pra levar na vã em janeiro, etc. Poxa, francamente. Meu vizinho tem uma vã e é sacanagem. Com ele que ta fudido de grana, com a vã que só anda no chute, com o menino que fica pálido de uniforme e com a família do menino que não sabe de nada disso.
E, Carnaval. Sobre isso o único problema são as roupas das sambistas. Elas acabam com o mês, oferecendo um péssimo visual purpurinante e pior: sempre com plataformas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Fim de temporada, mas com cabelão












Fim de temporada, ainda com cabelão. Cabelão virou meu, consolatriz cheia de vontades.
Uso cabelão como próprio, de original e se alguém questiona não se diz palavra.
Lavo, cuido e hidrato. Penteio e arrumo. Ajeito e ajeito. Tem coque, trança e adereços.
Cabelo grande é bem de mulher. É como lavar uma roupa lavar um cabelão.
E, por este ano, Fala comigo encerrou. Voltamos, ano que vem, com força. Projeto feliz, projeto bonito de encher paredes de homenagens. Niguém segura esse povo. Niguém segura Cynthia. Ninguém segura Paolo. Ninguém segura Toso. Niguém segura Samira. "As violetas nos imensam"... Deve ser por isso...







segunda-feira, 28 de julho de 2008

TPM. Desculpa pura. Alguma disfunção hormonal, quem me dera. TPM, ainda acredito. Chorei com filmes lindos e ridículos, chorei por mortes hipotéticas, chorei por causa do meu carro com motor FUnDIDO. Atrasei respostas, não conferi antenção, fingi de morta, sofri com quase-crença apocalíptica e continuo fazendo as mesmas coisas: não dei duas respostas sérias, fingi de morta faz poucos minutos e se deixar ainda sofro copiosamente agora com alguma fantasia de Apocalipse. Queria ser um macho de respeito neste momento. Só lembro deste slogan da Sony. Não lembro o das mulheres. Mas, deve ser algo de desesperador. Hoje: fechei uma Lei de incentivo, conversei com amigos, comi um marshmalow gigante, comprei Nutella a distância e não escrevi uma linha sobre Performance (estou em processo performático). Hormonal e feminino.