Olha, menino.
Hoje que eu começei a voltar.
Foi por causa de um acidente com cera quente. Nada deixa uma marca à toa.
Por isso não vale a pena dormir.
Por isso vale a pena tentar isso aqui.
Vale a pena ouvir aquele disco. Da música do Jokerman.
Não é o 'nosso' disco. Esse era outro. Mas, é sempre Caetano.
Olha, homem.
Nada nos liga. Nem um número. Quase nem amigos em comum. Nem um lugar. Nem uma foto.
Talvez, a única coisa que nos ligue sejam algumas músicas.
Talvez isso não poderá ser tirado.
Tirei do Caetano, coloquei a outra. Olha, isso nunca vai ser tirado das duas únicas pessoas que viveram uma coisa que ninguém mais viveu. Não daria nada para repetir aquele momento, mas sempre vou quase chorar na introdução dessa porra de música.
Mesmo que as coisas não façam mais sentido, saber que já fizeram um dia, alguma coisa que só aconteceu LÁ, deixa o passado mais interessante.
É da minha personalidade terrível voltar, vez em quando, ao passado. Gosto de ver os ciclos.
Não sou saudosista. Gosto do passado como do presente e como do futuro.
Não vivo só em uma instância.
Pra trás. Pra agora. Pra frente.
O que é mais palpável? A experiência com a existência com a esperança.
Passado-Presente-Futuro.
domingo, 26 de abril de 2009
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