
Hoje não dormi um sono que não quis por pergunta de anos, desde que existo. O que a gente faz com o amor que a gente sentiu um dia? Não que eu não tenha feito do jeito que eu sabia na hora, mas como consegui é que as vezes ainda não entendo. Ou entendo, claro. Só gosto de reperguntar. Porque mesmo esvaziado ainda tem uma forma de amor, de memória que reside cheia de significado. Como a gente diz amar. E depois já não ama. O efêmero assuta. Li cartas de amor tão sinceras por hoje. Essas letras existem, a memória também não falha. Mas, cadê o ser humano? Aquele que se amou tanto. Se amou e se machucou. Se descarta, porque a gente precisa respirar porque não existe só o amor na vida.
“Sou intermitentemente, infiel. Esta é a condição de minha sobrevivência; pois, se não esquececesse, eu morreria. O amante que não esquece algumas vezes morre por excesso, cansaço e tensão de memória.” (Barthes)
“Sou intermitentemente, infiel. Esta é a condição de minha sobrevivência; pois, se não esquececesse, eu morreria. O amante que não esquece algumas vezes morre por excesso, cansaço e tensão de memória.” (Barthes)
2 comentários:
lindo,lindo,lindo.
exato.
Postar um comentário