segunda-feira, 28 de julho de 2008
TPM. Desculpa pura. Alguma disfunção hormonal, quem me dera. TPM, ainda acredito. Chorei com filmes lindos e ridículos, chorei por mortes hipotéticas, chorei por causa do meu carro com motor FUnDIDO. Atrasei respostas, não conferi antenção, fingi de morta, sofri com quase-crença apocalíptica e continuo fazendo as mesmas coisas: não dei duas respostas sérias, fingi de morta faz poucos minutos e se deixar ainda sofro copiosamente agora com alguma fantasia de Apocalipse. Queria ser um macho de respeito neste momento. Só lembro deste slogan da Sony. Não lembro o das mulheres. Mas, deve ser algo de desesperador. Hoje: fechei uma Lei de incentivo, conversei com amigos, comi um marshmalow gigante, comprei Nutella a distância e não escrevi uma linha sobre Performance (estou em processo performático). Hormonal e feminino.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Férias me traem, me colocam à minha disposição. São como ritos de passagem, com ou sem viagem. Esse ano o motor do carro fundiu, adeus Diamantina e seus planos de noite de inverno. De qualquer forma prefiro viagens mais lontanas. Leio Ode Marítima, de Álvaro de Campos em uma edição português-italiano “Buon Viaggio! Buon Viaggio! La vita é questo...”. A vida é isto. Com ou sem viagem.
À minha disposição, fico por alguns dias paralisada. Sempre. Onde começar, onde arrumar, como ver as coisas com a cabeça de uma pessoa à disposição? Na verdade, levo alguns dias para ver mesmo as coisas. Mudar a pespectiva, não olhar, mas ver, entender, dar atenção, botar foco, desmitificar ou agravar, fixar ou jogar fora, decidir e deliberar. Férias costumam, a princípio, serem severas para mim. As levo muito a sério. E as de julho, principalmente, parecem mais perfeitas que as do final-início de ano. Ali, tudo se perde no manancial do “novo” irritante, sempre o mesmo velho branco promissor e pasmaceiro, cheio de artifícios e abraços e promessas e sorrisos. Em julho, pelo menos, ninguém promete nada. Só pára um pouco para seguir, sem muitos alardes. Muitos nem param, mas a cidade já acalma e isso é um tipo de paradeiro mesmo para quem não pára de fato. Julho é mês tolerante. Como uma parada na padaria para um picolé. Como uma carta de desculpas. Uma ternura marítima...
À minha disposição, fico por alguns dias paralisada. Sempre. Onde começar, onde arrumar, como ver as coisas com a cabeça de uma pessoa à disposição? Na verdade, levo alguns dias para ver mesmo as coisas. Mudar a pespectiva, não olhar, mas ver, entender, dar atenção, botar foco, desmitificar ou agravar, fixar ou jogar fora, decidir e deliberar. Férias costumam, a princípio, serem severas para mim. As levo muito a sério. E as de julho, principalmente, parecem mais perfeitas que as do final-início de ano. Ali, tudo se perde no manancial do “novo” irritante, sempre o mesmo velho branco promissor e pasmaceiro, cheio de artifícios e abraços e promessas e sorrisos. Em julho, pelo menos, ninguém promete nada. Só pára um pouco para seguir, sem muitos alardes. Muitos nem param, mas a cidade já acalma e isso é um tipo de paradeiro mesmo para quem não pára de fato. Julho é mês tolerante. Como uma parada na padaria para um picolé. Como uma carta de desculpas. Uma ternura marítima...
sábado, 12 de julho de 2008




Amo ela. Ela muda meu dia. Ela ajeita qualquer bad day. Ela me faz rir quando começo a chorar, mesmo quando é fingimento. Ela nunca finge. Ela me abraça quando começo a calçar sapatos. Ou ela quer ir comigo ou não quer que eu vá. Prefiro sempre ficar com ela, mesmo não podendo. Quando entro na rua de casa, lembro dela. Sempre sorrio ao lembrar dela. Ela é minha amiga. A gente se cuida. Ela cuida muito de mim, mesmo sem perceber. Uma vez eu estava dormindo e alguém entrou no quarto e ela não deixou a pessoa entrar. Ela cismou. Ela cisma às vezes. Ela está cada dia mais engraçada. Ela tenta conversar e então sai sons engraçados da sua boca. Ela acaba dizendo e eu acabo entendendo. Ela ama pão de sal. De doce, menos. Não posso dar muito porque ela já teve anemia. Aí tivemos (eu e os amigos dela) que dar fígado rico em ferro para ela. Ela gosta de banho quente e da sua bola amarela. Ela gosta dos brinquedos de crianças, principalmente os de pelúcia ou daqueles que produzem sons. Ama música. Gosta de pegar peças de roupa e espalhar pela casa, de destruir rolos de papel higiênico e almofadas forradas com tecido de chita. Das outras almofadas, não. Ela é ela, muito sincera, muito inteira. Faço qualquer coisa por ela. A gente fica se olhando e sempre resolvemos uma nova brincadeira. A gente não troca uma palavra e conversamos por horas. Ela me deixa dormir até mais tarde quando estou cansada e quando ela vê que eu acordei faz corridas imensas do corredor a cama e da cama ao corredor. Uma festa! Ficamos correndo bobamente, sem nenhum propósito, mas ela coloca muito sentido nisso. Ela coloca sentido em muita coisa. Ficar na garagem, por horas. Ir a padaria. Ir na esquina. Andar de carro. Ir na vizinha. Na praça. Ela ama as praças. A nossa vida é bem nossa. A nossa vida é bem jeitosa.
segunda-feira, 7 de julho de 2008

Hoje sou “uma bola de substância irritável”.
Meus pés constantemente congelam, dando uma parecência de flutuamento. Não estou sabendo o grau de publicidade que devo dar à angústia. Acho melhor dar de menos, pois sou altamente influenciável pela dimensão e atenção que dou às coisas. Tapos os olhos constantemente. Não vejo e também não ouço. Um autismo conveniente. Consigo tirar do meu mapa de visão qualquer um que me desagrade. Passo correndo de bancas de resvistas, se o tema da semana me pertuba. Desvio todos os assuntos, sem que ninguém perceba. Nem eu, na hora. Só depois, e talvez. Tem coisa também que não deixo sentir na hora. Tamanho preparo para ocasiões, que pré-organizo. Depois choro na derrota do fluminense, enquanto um jogador chora. Não conheço esse time, nunca ouvi falar. Mas, chorei, em abundância, na sua derrota na semana passada. Sim, a vida é blá blá blá. Eu sou: blá, blá, bla. Eu só quero que meu blá faça algum sentido essa semana, e sou capaz de ser feliz por somente isso. Mas, no fundo, também quero voltar para a europa. Ou, me encontrar enquanto leio textos teóricos. E me colocar no meu lugar.
Meus pés constantemente congelam, dando uma parecência de flutuamento. Não estou sabendo o grau de publicidade que devo dar à angústia. Acho melhor dar de menos, pois sou altamente influenciável pela dimensão e atenção que dou às coisas. Tapos os olhos constantemente. Não vejo e também não ouço. Um autismo conveniente. Consigo tirar do meu mapa de visão qualquer um que me desagrade. Passo correndo de bancas de resvistas, se o tema da semana me pertuba. Desvio todos os assuntos, sem que ninguém perceba. Nem eu, na hora. Só depois, e talvez. Tem coisa também que não deixo sentir na hora. Tamanho preparo para ocasiões, que pré-organizo. Depois choro na derrota do fluminense, enquanto um jogador chora. Não conheço esse time, nunca ouvi falar. Mas, chorei, em abundância, na sua derrota na semana passada. Sim, a vida é blá blá blá. Eu sou: blá, blá, bla. Eu só quero que meu blá faça algum sentido essa semana, e sou capaz de ser feliz por somente isso. Mas, no fundo, também quero voltar para a europa. Ou, me encontrar enquanto leio textos teóricos. E me colocar no meu lugar.
domingo, 6 de julho de 2008
Porque a vida é blá blá blá.Você espera blá e, às vezes, encontra.
Mas, na maioria das vezes é bla blá bla.
E, esperar blás. E esperar estar certo pelos blás blás blás que fez
E então, quando você acha que entendeu todo lance do blá, e está cercado por aqueles que você blá, a morte aparece.
E Blá blá blá.
*tirado do seriado Weeds
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